terça-feira, 22 de junho de 2010

Não é poema, não é conto. É eu.

Meio triste, meio blasé...
Vai saber!
Tentando entender o porquê
contorso
distorso
retorso
explodo
ajeito.
experimento
tento
não entendo
bobagem;
nem sei bem o que quero
como quero
fazer?

Assumo do outro
tudo vira regra
tudo vira verdade
tudo unanimidade
tudo burrice!
Já dizia o poeta.

E eu?
me perco em mim
falho ao entender
me saber
reconhecer.

Atenção!
erro?
confissão?
sucesso?
expiar?
melhor?
profissão?
família?

Não, a possiblidade do fracasso e leveza do talvez relativizam tudo, retira o Cristo da cruz e o faz homem. Me aproxima do Deus da felicidade.
Chega de expectativas, pressões, expressões, correrias nos passeios, correria no caminhar, perguntas sobre nada, discussões razas, futilidades profundas, braços armados, inimigos na cama.

O outro me destrói.
Me roubaram da minha bolha.
Bela teoria.

2 comentários:

Marcio Nicolau disse...

Caramba! Quantas imangens! Gosto muito desse basta aos braços armados (a atitude de defesa). Interessante também a antítese: discussões razas, futilidades profundas. Mas o que mais me chamou atenção foi o Cristo retirado da cruz. Façamos!

De braços abertos, a vida nos espera.

carmen disse...

Hey Saulo!

"Tentando entender Teu porquê
contorso
distorso
retorso
explodo
ajeito.
experimento
tento
e também não ME entendo..."

me encontrei em teus versos, tanto que pronominei!!!

Um abraço amigo.

Carmen Silvia Presotto
www.vidraguas.com.br