Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Ovídio - Mestre da poesia.



Um querido amigo poeta de alma lindamente livre.

domingo, 25 de julho de 2010

Revelando-me por terceira.

passos de lib(v)erdades…

“As pessoas estão a serviço das coisas”
Eduardo Galeano













Passos de Lib(v)erdades

Pessoas a serviço das coisas
criações pensantes
mutantes fantoches da real(i)dade
vivos-experts-seres
que brilham sem imaginação.

Coisas andantes
robóticos tereres
geradores de um mundo sombrio
e calculável.

Passos sem lib(v)erdades
mutiladores de Eros
vidas de espectros
pais de catálogos!

Homens da Lua
amarras invisíveis
enCAVERNAdores do Sol
nada será surpresa…

Seus ecos
sussurros
rasgos de memória
refletirão das cinzas em teclas ou visíveis botões.

Hei!

Tomara que uma de suas criaturas
parida feito refugo de uma série
busque na origem
matar seus velhos fantasmas.

Hei

Tomara que um cego homem
feito Édipo
desenho contornos desconhecidos
e apague suas sombrias passadas.

Hei

Tomara que um dia
toda a natureza agradeça
por um cair de noite
e
sem gritos de liberdade
a Terra brote de amanheceres
eternizando a Vida!

Poema de Carmen Silvia Presotto


Nunca republiquei ninguém, mas esse poema, dessa poeta: Carmen Silvia Presotto, me chamou a atenção.
Somos, quase todos, "mutantes fantoches da real(i)dade... que brilham sem imaginação". Poucos os que "buscam em sua origem matar seus velhos fantasmas", e tenho a sorte de ter alguém assim comigo - mata o fantasma e mostra o pau.(rsrs) E sinto, às vezes, não dar o devido valor a esse ser maravilhoso e, infelizmente sim, valorizar "Coisas andantes ... geradores de um mundo sombrio e calculável". Que escolhas fazemos! Que escolha fiz!
Tenho usado o espaço pra me revelar e, no entanto, não tenho tido a coragem necessária para adotar a postura que penso ser a correta. Preciso dar mais "passos de lib(v)erdades". Me recuso a continuar com minhas "amarras invisíveis", encavernar o sol não é natural. Que ele brilhe, que me queime a pele, que me faça brilhar ou, ao menos, refletí-lo.

Obrigado Carmen, me revelo por tuas palavras tão sabiamente colocadas. Ou tuas palavras revelaram a mim?. Sei que a troca segue. E você, mais uma vez, nos presenteando.

Beijo grande.

Link do poema: http://vidraguas.com.br/wordpress/2010/07/23/passos-de-libverdades/

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Revelando-me IV


Monólogo de Orfeu - Tom Jobim e Vinícius de Moraes


Me uso como exemplo, me exponho e lanço a dúvida pra gerar mesmo a reflexão, me tiro do armário afim de que a verdade sempre se apresente e o faço há, pelo menos, uma década, embora aprendendo a valorizar isso somente agora. Bem, é a inteção com a única pretenção de produzir o pensar.
Verdade minha que não é necessariamente sua, mas é esse o meu espaço de catarse.
Enfim, falo de mim e daqueles nos quais me reconheço "narcisicamente", e se há alguém que muito tem mexido comigo, é a Maria Bethânia.
Encontrei, como que por acaso, uma entrevista dela à Playboy de novembro de 1996. A entrevista é maravilhosa, perfeita, que sobriedade, seriedade, ética, teatralidade, segurança, controle. Descobri uma identificação sem igual com essa mulher, percebo muito em comum, existe uma dedicação, um aprender de ofício, uma ruptura de padrões... tá, eu sei que Bethânia é única, mas relato uma identificação inexplicável da minha parte.
Curioso como há grandes pontos de contato, escrevi, há pouco que não mudaria nada físico em mim, ela diz isso na entrevista, chegar até onde chegou, sem problemas ou neuras. “Convivo muito bem comigo, não me atrapalho em nada” Isso é ótimo, tenho, ao menos, tentado fazer o mesmo em vários campos do meu existir. Também há outro ponto alto: “Tudo pra mim tem que ter teatro.” Achei, sinceramente, fantástico. Criar sobre, não é puramente encenar, fingir; é envolver, significar, enaltecer, valorizar. Cada momento é mágico, a vida é teatro, cada um protagonista de si. Essa força que vem dela e me toma, essa vida, independência... Costumo dizer que a Elba Ramalho me transmite sexualidade, energia sexual mesmo, pura e simples, acho-a muito “viril” – sexualmente me expressando. Já a Bethânia tem uma liberdade, uma não culpa em suas ações, em seu pensar, agir no palco e fora dele. Claro, há consequências e sei exatamente quais são; as cobranças, a pior das consequências, vêm de toda parte, de nós mesmos, buscando a auto-superação sendo cada vez mais brilhantes, e assim, também, uma aprovação sabe-se lá de quem. (Bem, sempre sabemos, mas já não me interessa mais. Não quero corresponder expectativas). Não é à toa que gostamos de palco, que venho aqui e me uso, me exponho, chamo a atenção pra mim, me faço centro. É engraçado ser estranho entre tantos outros estranhos. Descobrir comportamentos e características antes criticadas por vergonha ou pudor - detesto ditos, mas "quem desdenha quer comprar".
Sobre a Maria, percebo-me escrevendo como se fosse íntimo dela, mas a identificação com a persona Bethânia é tamanha que me sinto, quase, escrevendo sobre parte de mim. Eu e Maricotinha somos maravilhosos! KKKK
Outra maravilha, a paixão – sinto que tenho que estar apaixonado por algo! Nesse momento, que escrevo, me acende uma luz: minhas paixões, descubro agora, viram manias, neuras até. Penso nisso ou naquilo o dia todo. Quero realizar, conseguir, sei lá o que fazer, mas algo aprontarei. A paixão pode ser por alguém, por algo – idéia, coisa - assim foi até eu descobrir a arte e conseguir canalizar melhor essa força. Sempre com paixão, claro.
Cada dia me descubro mais, me revelo, me exponho a mim. Descubro vaidades, vontades, belezas, passo a valorizar características que escondia ou subestimava... como disse a Tianne no comentário pra mim da penúltima postagem: "Nada de falsa modéstia, nada de falso pudor...Sê belo,sê verdadeiro, sê inteiro...Essa,a maior beleza. Nada de "apreciar com moderação". Embriague-se, mas não se perca de si."
Tenho aprendido a me embriagar de mim e até mesmo tentado me perder em mim mesmo. São anos de auto-desmerecimento, subestimação, enfim, esse é o local de eliminação do coitadinho, sem lamúrias; e nada disso tem a ver com a postagem.
Bethânia, ao menos no palco, em sua arte (infelizmente não a conheço pessoalmente, por isso a limitação na fala) é inteira, sem sombra de dúvidas. Ela transpira, inspira-nos, se entrega, nos arrebata. Eu, particularmente, fico hipnotizado por ela. Se ponho o DVD pra tocar, as imagens me absorvem e deixo queimar até o arroz e o feijão.
O curioso é que o meu Narciso se reconhece, muitas vezes, nas mulheres. Tenho paixão por esses seres. Acredito que isso se deva pela forte presença de duas mulheres em minha vida - que me lembram a Bethânia, ou na forma de se vestir, ou na postura, no pensar, na firmeza, na entrega, na coragem - duas tias: Telma Taveira e Iria Selma.
Penso que, em nossa sociedade, a mulher conquistou um espaço de maior expressão de si, de maior espontaneidade. O homem tem sempre que ser macho: não chorar, não rir alto, não expor os sentimentos. (sociedade é massa, massa lembra controle que lembra unanimidade que me faz lembrar que esta é burra.) É, pensam que o homem não sofre castrações e cobranças, se enganam. E dentro de mim (muito castrada) há vida espontânea tão forte que tenho vontade de explodir. Administrar isso é complicado. Mais ainda, quando não entendido, os rótulos estão a solta, voando pelos ares como folhas caindo pós primavera.


Link para a entrevista: http://www.diamanteverdadeiro.hpg.ig.com.br/playboy.html
Link para o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=KUTiKPPDld4&feature=related

sábado, 10 de julho de 2010

"DEIXEI ATRÁS OS ERROS DO QUE FUI"

Mais de uma semana sem postar nada aqui, apenas comentando no blog de amigos e encontrando inspirações.
Visitei o blog "Dias genéricos", da Patrícia Gonçalves e li "Cabelos ao vento".
Que texto lindo! E, embora escritas completamente diferentes, linkei com um outro texto, do blog "Enfim, 40" intitulado "Sou, mas sou sagrada".

Há, no ar, um grito de liberdade, de adeus aos pudores, de livrar-se das amarras, uma necessidade de entregar-se a si mesmo, de corpo, alma e mente.
Sinto que nossa natureza está sufocada sob essa sociedade - gente castradora: não faça isso, comporte-se assim, sente-se direito, não fale alto, estude, seja o melhor, ganhe dinheiro... E EU? ONDE FICO NISSO TUDO, CARALHO?
Não há vontade própria, há regras a serem cumpridas e cobranças de onde nem se espera.
Crescemos em meio a tudo isso, é onde entram os pudores, as amarras e o desejo (in)consciente de querer os cabelos ao vento - mesmo sendo careca.
Chego a ter saudades da infância, com sua inocência e lógica perfeitas, saídas que todos acham lindas, engraçadas, mas que se perdem quando crescemos (Por quê?). Tenho me divertido muito com o blog "Jujubas do Thomaz e da Anita" - a leitura me proporciona um sentimento de ser despretenciosamente livre.

Axé às crianças e à criança que em mim há.
Axé da natureza, que minha natureza de mim não se vá
Axé à ti, que por aqui passa e voltará.
Axé!
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------
DEIXEI ATRÁS OS ERROS DO QUE FUI

Deixei atrás os erros do que fui,
Deixei atrás os erros do que quis
E que não pude haver porque a hora flui
E ninguém é exato nem feliz.

Tudo isso como o lixo da viagem
Deixei nas circunstâncias do caminho,
No episódio que fui e na paragem,
No desvio que fui cada vizinho.

Deixei tudo isso, como quem se tapa
Por viajar com uma capa sua,
E a certa altura se desfaz da capa
E atira com a capa para a rua.

Fernando Pessoa.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Michael Jackson

1 ano sem Michael.

Minha singela homenagem:

Scream

http://www.youtube.com/watch?v=w1Zl1stDsUI
Tired of injustice

Tired of the schemes
Life is disgustin'
So what does it mean, damnit
Kicking me down
I got to get up
As jacked as it sounds
The whole system sucks, damnit

Peek in the shadow
Come into the light
You tell me I'm wrong
Then you better prove you're right
You're sellin' out souls but
I care about mine
I've got to get stronger
And I won't give up the fight

With such confusions
Don't it make you wanna scream
(Make you wanna scream)
Your bash abusin'
Victimize within the scheme
You try to cope with every lie they scrutinize
Somebody please have mercy
'Cause I just can't take it

Stop pressurin' me
Just stop pressurin' me
Stop pressurin' me
Make me wanna scream
Stop pressurin' me
Just stop pressurin' me
Stop pressurin' me
Make me wanna scream

Tired of your tellin'
(Tellin')
The story your way
(The story your way)
You're causin' confusion
(Confusion)
Then think it's okay, damnit

Keep changin' the rules
While you're playin' the game
I can't take it much longer
I think I might go insane

(Now, baby)
With such confusion
Don't it make you wanna scream
(Make you wanna scream)
Your bash abusin'
Victimize within the scheme
(Scream it baby)
You find your pleasure scandalizin' every lie
Oh father, please have mercy
'Cause I just can't take it

Stop pressurin' me
Just stop pressurin' me
Stop pressurin' me
Make me wanna scream
Stop pressurin' me
Just stop pressurin' me
Stop fuckin' with me
Make me wanna scream

Oh, my God, can't believe what I saw
As I turned on the TV this evening
I was disgusted by all the injustice
All the injustice
All the injustice

"A man has been brutally beaten to death by Police after being wrongly identified as a robbery suspect. The man was an 18 year old black male..."

Yeah yeah
Baby

With such collusions
Don't it make you wanna scream
(Make you wanna scream)
Your bash abusin'
(Make you wanna scream)
Victimize within the scheme
You try to cope with every lie they scrutinize
Oh brother please have mercy
'Cause I just can't take it
Just can't take it

Stop pressurin' me
Just stop pressurin' me
Stop pressurin' me
Make me wanna scream
Stop pressurin' me
Just stop pressurin' me
Stop pressurin' me
Make me wanna scream

Stop pressurin' me
Just stop pressurin' me
Stop pressurin' me
Make me wanna scream
Stop pressurin' me
Just stop pressurin' me
Stop pressurin' me
Make me wanna scream

Stop your pressure!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Não é poema, não é conto. É eu.

Meio triste, meio blasé...
Vai saber!
Tentando entender o porquê
contorso
distorso
retorso
explodo
ajeito.
experimento
tento
não entendo
bobagem;
nem sei bem o que quero
como quero
fazer?

Assumo do outro
tudo vira regra
tudo vira verdade
tudo unanimidade
tudo burrice!
Já dizia o poeta.

E eu?
me perco em mim
falho ao entender
me saber
reconhecer.

Atenção!
erro?
confissão?
sucesso?
expiar?
melhor?
profissão?
família?

Não, a possiblidade do fracasso e leveza do talvez relativizam tudo, retira o Cristo da cruz e o faz homem. Me aproxima do Deus da felicidade.
Chega de expectativas, pressões, expressões, correrias nos passeios, correria no caminhar, perguntas sobre nada, discussões razas, futilidades profundas, braços armados, inimigos na cama.

O outro me destrói.
Me roubaram da minha bolha.
Bela teoria.

domingo, 20 de junho de 2010

Não paro.

A noite está recheada, Marina Lima, Zizi Possi, Luiza Possi, Serginho Groisman, Mônica Waldvogel, Marcio A. Nicolau e Eu.
É, tô me achando sim o recheio da última bolacha.
Aprendendo a me valorizar, descobrindo e despertando, intensamente, os desejos, o talento e a vocação que pulsam, vibram dentro de mim como um vulcão prestes a explodir, tapar o céu e tremer a terra. Mas pelo bem e para construção.
Observo muito, me encontro às avessas nos mais variados seres, no natural.
Faço parte do UNIVERSO, Ele faz parte de mim. Vibramos na mesma sintonia: instintiva, mutante, crescente, reinante, latente, marcante, pensante, paradoxal, sensorialmente.

Viver, escrever:
descobrir palavras
brincar com fonemas,
poesias, contos e poemas.
Dilemas?
Estratagemas.